Tragédia em piscina de academia em São Paulo: sócios afirmam que erro foi do manobrista
Após morte em piscina, sócios atribuem erro a manobrista de academia em SP
Em depoimento, proprietários da C4 Gym disseram que funcionário manuseou cloro em pó de forma inadequada, causando névoa na piscina
🧪 O que aconteceu
De acordo com os relatos dos proprietários, o manobrista manuseou de forma inadequada o cloro em pó, provocando a liberação de uma névoa química no ambiente da piscina enquanto alunos ainda participavam da aula. Um dos sócios descreveu o procedimento como “inexplicável” e fora do protocolo normal de tratamento da água.
Testemunhas relataram que, durante a aula, frequentadores sentiram um forte odor químico, seguido de ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de náuseas e vômitos — sintomas compatíveis com intoxicação por vapores tóxicos.
📍 Consequências e vítimas
Juliana foi socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. Outras seis pessoas também apresentaram sinais de intoxicação e foram atendidas em hospitais; entre elas, o marido da vítima, que segue internado em estado grave, e um adolescente de 14 anos que também precisou de cuidados médicos.
👨⚖️ Posicionamento dos sócios e investigação
Em depoimentos à polícia, os sócios da C4 Gym reforçaram que o procedimento usado não fazia parte da rotina e não estava de acordo com as práticas recomendadas. Um dos proprietários disse que o funcionário responsável trabalhava sob sua supervisão, mas naquele dia agiu de maneira diferente do usual.
O manobrista afirmou que seguia instruções recebidas por mensagens de WhatsApp e que não possui qualificação técnica específica para o manejo de produtos químicos para piscinas.
⚖️ Indiciamentos e irregularidades
A Polícia Civil de São Paulo indiciou os três proprietários da academia por homicídio, e o delegado responsável pediu à Justiça a prisão temporária dos empresários. As investigações continuam para apurar a responsabilidade individual e possíveis falhas na supervisão dos procedimentos de segurança.
Além disso, as autoridades constataram irregularidades no estabelecimento, incluindo falta de alvará de funcionamento e condições consideradas precárias de segurança. A academia foi interditada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura após o incidente.
🧠 O que o caso revela
Este episódio levanta questões importantes sobre segurança no uso de produtos químicos, treinamento de pessoal e responsabilidade empresarial em ambientes com potencial risco à saúde. Especialistas e autoridades vêm reforçando a necessidade de profissionais qualificados para manipular substâncias perigosas — algo que, segundo os depoimentos, estava ausente no caso da C4 Gym.


